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 GAL - Grupo Antiterrorista de Libertação (GAL) GAL - Grupo Antiterrorista de Libertação (GAL)

Espanha, 2006 - 105 minutos - Prime Pictures
Direção: Miguel Courtois

Com: José Garcia, Natalia Verbeke, Jordi Mollà, Ana Álvarez
Suspense. Baseado em fatos reais. Dois jornalistas investigam o que podem ser os excessos de força e a corrupção dentro do Grupo Antiterrorista de Libertação (GAL), um esquadrão de elite criado pelo governo da Espanha nos anos 80. A organização foi criada para combater o ETA (Basca Euskadi Ta Askatasuna, ou Pátria Basca e Liberdade), notório grupo terrorista revolucionário de inspiração marxista - na ativa até hoje - responsável por um sem número de mortes na tentativa de concretizar os ideais que sustenta. O ETA reivindica a separação da Espanha e o reconhecimento de um território, do que seria um país Basco, que traz áreas que hoje estão em solo espanhol, mas também no da França. Filme ficou inédito nos cinemas brasileiros, e não passou em festivais, etc; chega direto ao DVD.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen.




007-Quantum of Solace (Quantum of Solace)007-Quantum of Solace (Quantum of Solace)

Inglaterra, EUA, 2008 - 106 minutos - Fox
Direção: Marc Foster

Com: Daniel Craig, Mathieu Almaric, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Judi Dench, Olga Kurylenko, Gemma Artenton
Aventura. Continuação direta dos acontecimentos de "0007-Cassino Royale" (2006), filme que introduziu Craig como intérprete de James Bond, portanto para desfrutar desta nova obra é vital ter visto o anterior. Bond procura vingança pela morte da mulher por quem se apaixonou, e rastreia os membros de uma organização criminosa até a Bolívia, onde sob a facha de uma ONG eles pretendem se apoderar de recursos naturais do país.

Extra dos extras:
Estes são os extras tanto do DVD como do Blu-Ray: no disco 1, tem um clipe musical e trailers. No discos 2: especiais Bond nas Locações/ Início das filmagens/Nas locações/Olga Kurylenko e a Perseguição da Lancha/O diretor Marc Forster/A Música/ Arquivos da produção.

Edição está em widescreen anamórfico.




1900 (Novecento)1900 (Novecento)

Itália, França, Alemanha Ocidental (a distinção é obrigatória no caso, não só por na época existir esta divisão, como por ser irônico que lá na Alemanha Oriental, Bertolucci não tenha conseguido apoio para o filme...), 1976 - 315  minutos - Cinemax
Direção e co-roteiro: Bernardo Bertolucci

Com: Robert De Niro, Gerard Depardieu, Burt Lancaster, Donald Shuterland, Dominique Sanda, Stefania Sandrelli, Sterling Hayden, Alida Valli, Laura Betti, Francisca Bertini, Giacomo Rizzo
Drama. Panorama histórico da Itália desde o início do século XX até o término da Segunda Guerra Mundial, com base na vida de um filho bastardo de camponeses, e de um herdeiro de uma rica família de latifundiários, muito amigos apesar da distinta origem social. Através da vida dos dois, temos um retrato intenso do cenário político que marcou a Itália e o mundo nas primeiras décadas do século passado, representado pelo fortalecimento das lutas trabalhistas ligadas ao socialismo em oposição à ascensão do fascismo.

Não importa no que você crê em termos de política, ou mesmo se não crê em nada. Professando a ideologia comunista este é um dos maiores filmes políticos da História do cinema, um dos maiores momentos da arte engajada do século XX, um dos maiores exemplos da acepção pura do termo "épico". Pode ser apontado desde já como um dos lançamentos mais importantes do DVD no Brasil em 2009.

Mas apesar disso há um grave senão. Esta distribuidora que está lançando o filme pode ser especialista em disponibilizar obras de muita importância artística, porém com qualidade e tratamento de imagem e som inferiores ao que merecem tais realizações. Nisso é herdeira de outras empresas como Continental, Wonder Multi Media, Magnus Opus, e a enojante Silver Screen. "1900" merecia ser lançado por uma distribuidora que faz um trabalho sério e carinhoso com filmes do tipo, tais como a paulista Versátil e a maranhense Lume Filmes.

Extra dos extras:
Disco duplo que traz o filme dividido em duas partes, com suas gloriosas cinco horas e quinze minutos, trazendo a metragem sempre desejada por Bertolucci - e era mesmo a original, do lançamento -, para uma obra que foi muito mutilada em diversas versões que reduziam a duração.

Só que ao contrário da edição lançada em 2007 pela Paramount nos EUA, esta edição brasileira não traz dois preciosos especiais trazendo entrevistas com a dupla de gênios Bertolucci e o diretor de fotografia Vittorio Storaro, que formaram uma parceria inesquecível em diversas obras e que talvez tenha o ponto alto em "1900" (ao menos para Storaro, pois como filme de um modo geral, Bertolucci fez outros tão bons quanto). Os especiais são "1900: The Story, The Cast", e "1900: Creating An Epic".

Edição está em widescreen.




2012 (2012)2012 (2012)

EUA, Canadá, 2009 - 158 minutos - Sony
Direção: Roland Emmerich

Com: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Thandie Newton, Danny Glover, Oliver Platt, Amanda Peet, Woody Harrelson, George Segal
Aventura. Nosso planetinha enfrenta uma catástrofe apocalíptica inspirada nas previsões da civilização Maia, de que no ano de 2012 o mundo acabará.

Um daqueles raros filmes de super-massa em que há um conluio entre crítica e público. O primeiro lado malha sem clemência, o segundo num primeiro momento corre para ver; depois trucida no boca a boca (exemplos pululam de como as bilheterias desses arrasa-quareteirões despencam de forma incrível depois da primeira, segunda semanas). Reconhecemos: "2012" é alvo fácil para destroçado. As evidências da qualidade não são claras. O filme parece ser o varejão já feito e cometido antes pelo diretor Roland Emmerich, ainda mais na mesma seara, o do misto de super-produção de aventura "O Dia Depois do Amanhã" (e Emmerich, um arrogante daqueles, já declarou crer que o assunto "aquecimento global" entrou a sério na lista de itens de temas sociais importante discutidos no mundo depois de seu filme.......), obra plena de impostura solene. Como "Avatar", "2012" é o pináculo triunfalista da indústria cultural setor cinema de Hollywood (com toda a sua avassaladora e ensiesmada utilização de poderio tecnológico), mas passando uma mensagem "progressista", do "bem", que agrada aos "bem-pensantes" e aos "conscientes". Só que "Avatar" berra sua tese e se refastela na crença da própria auto-grandeza. Mais modesto, "2012" traz uma série de dados e articulações que o tornam mais leve e eficiente.

Comecemos pelo básico, o artesanato. O filme anterior Emmerich, "10.000 A.C." era um desastre (e foi um fracasso), por inúmeras razões, entre elas por ter uma estética deficiente (cenas de ação e choque de multidões confusas, fotografia escura em momentos que não havia razão de sê-lo). Aqui ela atinge o melhor resultado entre o deslumbramento fetichista típico do filme-catástrofe com os recursos técnicos que exibe (o que torna a maior parte deles, em termos históricos, maçarocas audiovisuais) e uma narração precisa. A impressionante cena da fuga de carro, com as ruas se abrindo como se estivessem sendo desfolhadas, representa bem isso. Na escalação de intérpretes (à parte mais uma vez o desperdício da subestimada Amanda Peet), há o bom gosto de colocar gente do calibre de John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Danny Glover, entre outros. Cusack não está brilhante, mas traz algo novo e contrastante ao cerne da realização. Afinal, seu jeito de atuar, mesmo quando tem que viver instantes de alta dramaticidade (seja em que filme for) ou precisa se exaltar, tem algo de bossa-nova, se faz em tom baixo, com certa malemolência. Ejiofor é sempre um primor de contenção, mostra no olhar intenso muita angústia, e aqui não é diferente. A cena em que se despede pelo telefone do pai que está no navio é tocante.

O texto lida com caricaturas em personagens e situações, conseguindo que funcionem por não procurarem escamotear a obviedade do que mostram, e serem por vezes perspicazes no que exibem. Personagem do russo milionário boçal arrivista com toda a pinta de ganhou dinheiro em negociatas escusas, é tudo que você pensa que é um russo milionário, idem, etc, etc, e ainda nos brinda com a saborosa frase: "Só os chineses construíram um negócio desses tão rápido!". Mas é mesmo em Woody Harrelson que "2102" sua súmula e potência. Nada disso funcionaria sem que o ator, que sempre foi bom, não tivesse vivendo há vários anos uma fase de ouro tanto em papéis cômicos como dramáticos (em filmes que "acontecem" ou não, alguns circulam pouco, e independente do filme ser bom em si). Apenas em 2009, além de "2012", com ele foram lançados "Zumbilândia" e "O Mensageiro" (ainda em cartaz no Brasdil). Aqui como o profeta neo-hippie do fim do mundo, um clichê ambulante de cabelão, barbona, roupa de profeta que se compra ali na esquina, chapeuzinho, e um discurso "Era de Aquarius" versão ONGuista, o cara arrebata.

Torna-se o emblema de como o filme consegue unir entretenimento, alerta (afinal, o cara está proferindo coisas que podem ser polêmicas, só que são sérias) e capacidade de não elevar demais isso tudo à uma pomposidade inócua. Feito com claro gáudio pelo ator, a conclusão da trajetória do profeta é uma das melhores cenas de "2012". E a animação do web site do maluco-beleza em que o cara explica o que está rolando no mundo, muito mais precisa que os punhozinhos cerrados dos militantes e os discursos hipócritas dos comandantes na COP 15 - que deram em nada pela falta de perspectiva realista e negociação de ambas as partes.

Neste conviver simultâneo entre um modelo de cinema, de mensagem artística, e de drama humano que é pura grandiloqüência e arrogância (de doutrinar, por mais que ela seja válida), e um detalhismo de contornos (não é para rir a suposição de que um livro obscuro e tudo indica, banal, sobre desastres naturais, conseguir chamar a atenção de um super-cientista?) que amenizam e dão mais sentido à esse quadro maior, "2012" encontra sua relevância. A muito sacaneada frase final da menininha, adquire então, todo sentido real. Ora, vimos o mundo compartilhar essa experiência, mas também no micro detalhe que aparece em todo o momento histórico macro, aquela criança vivenciou uma coisa particular que para ela é importante, por mais cretina e banal que possa ser aos outros. E mais uma vez, há um tanto de humor e leveza que quebra o próprio molde de "vejam como isso é importante, o que virá" agora, que envolve a situação.

"2012" tem defeitos, em especial nas partes finais, e nos excessivos minutos de transformação de Cusack no Aquaman. Isto não impede a obra de ser uma bela diversão, até com toques de sabedoria, e acredite, injustiçada. O melhor filme da carreira de Roland Emmerich.

OBS: Apesar de aparecer, sei lá, menos de cinco segundos no filme, e sendo filmado de costas enquanto cai, a Estátua do Cristo Redentor foi usada à larga em diversos pôsteres promocionais do filme, afinal de contas, é atração internacional. A Arquediocese do Rio de Janeiro está processando a Columbia alegando que utilização desse ícone turístico na obra e na divulgação dela, fere a integridade simbólica do Cristo.

Extra dos extras:
Faixa de comentários (a distribuidora não divulgou se haverá opções de legendas em português)/Especial Roland Emmerich: O Mestre do Épico Moderno/Cenas Inéditas/Final Alternativo

Bem mais coisas têm no Blu-Ray: Os especiais Calendário Maia Interativo/Mistérios do Calendário Maia/Picture-in-Picture/A Visão de Roland/Planejando o Fim do Mundo/Roland Emmerich: O Mestre do Épico Moderno/O Fim do Mundo: A Perspectiva dos Atores/A Ciência por Trás da Destruição/Cenas Inéditas/Making Of/ Billy Connolly e Troy Duffy: Sem Edição.

Edição em widescreen nos dois casos.




5x Favela – Agora Por Nós Mesmos5x Favela – Agora Por Nós Mesmos

Brasil, 2010 - 101 minutos - Sony
Direção: Manaíra e Wagner Novais ("Fonte de Renda", primeiro episódio), Cacau Amaral e Rodrigo Felha ("Arroz Com Feijão", segundo episódio), Luciano Vidigal ("Concerto para Violino", terceiro episódio), Cadu Barcellos ("Deixa Voar", quarto episódio), Luciana Bezerra ("Acende a Luz", quinto e último episódio)

Com: Silvio Guindane, Paulo José, Luciano Vidigal, Feijão, Marco Ricca, Hugo Carvana, Ruy Guerra
Drama/comédia. Em 1961, cinco jovens cineastas de classe média, oriundos do movimento estudantil universitário, realizaram o filme em episódios "Cinco Vezes Favela". Cacá Diegues, os hoje falecidos Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman, Marcos Farias e Miguel Borges eram aqueles jovens que tornaram o filme um marco do cinema moderno brasileiro e um dos fundadores do Cinema Novo, que germinava desde os anos 50 quando Nelson Pereira dos Santos lançou "Rio 40 Graus". Entusiasta dos talentos surgidos nas favelas e periferias (através de treinamento oferecido ou por vontade própria), que tem produzido audiovisual nos últimos anos, e defensor que eles podem mudar a face do cinema brasileiro, Cacá Diegues bolou esta releitura com novo viés e a levou até esses jovens.

Passados 50 anos, "5xFavela, Agora por Nós Mesmos" reúne dessa vez esses jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro, treinados e capacitados a partir de oficinas profissionalizantes de audiovisual, ministradas por grandes nomes (diretores, etc) do cinema brasileiro. O projeto apresenta cinco filmes de ficção, de cerca de 20 minutos cada um, sobre diferentes aspectos da vida em suas comunidades. Vale dizer que Diegues criou a base do projeto, mas o jovem pessoal teve total autonomia e liberdade artística na criação e realização dos mesmos, sendo os responsáveis diretos pelo resultado final.

As tramas (uma curiosidade é que a assinatura dos roteiros de cada episódios é sem indentidade pessoal, só coletiva, creditada às oficinas nos quais foram concebidas):

"Fonte de Renda": Jovem favelado começa a cursar a faculdade de Direito. Apesar de ser pública, a universidade traz "embutida" uma série de despesas (compra de livros, etc). Ao encontrar dificuldades para manter os gastos, ele começa a vender drogas para os amigos de classe média da faculdade.

"Arroz Com Feijão": Um menino e seu amigo saem em busca de recursos para comprar um frango para o aniversário do pai de um deles.

"Concerto para Violino": A realidade atual numa favela se choca com o juramento de amizade eterna feito no passado por três crianças, moradoras do local. Hoje, adultos, um deles é policial, o outro é bandido, e a moça sente um conflito inevitável.

"Deixa Voar": Para pegar de volta uma pipa, jovem rompe a barreira física e simbólica entre duas comunidades próximas, onde impera a noção que as pessoas de uma região não devem passar pela outra, pois isso seria uma declaração de "guerra".

"Acende a Luz": Véspera de Natal. Cansados de promesas e atrasos no serviço solicitado, os moradores de um favela que estão preparando uma ceia comunitária, sequestram um funcionário da empresa elétrica até que ele resolva o problema da falta de luz no local.

Extra dos extras.
Nada de relevante. Edição em widescreen.




A Árvore da Vida (The Three of Life)A Árvore da Vida (The Three of Life)

EUA, 2011 - 139 minutos - Imagem Filmes
Direção e roteiro: Terrence Malick

Com: Brad Pitt, Jessica Chastain, Hunter McCracken, Sean Penn, Fiona Shaw, Joanna Going
Drama. Tempo presente. Um homem atormentado relembra de sua infância e relação com mãe, pai e os irmãos, em busca de algo que explique suas angústias atuais. Anos 50. A trama gira em torno do casal OBrien e seus três filhos. Jack é o irmão mais velho e, no começo da trama, está vivendo uma feliz e inocente infância com seus 11 anos. Tudo muda quando um dos irmãos morre e a família entra em desespero. A história passa então a mostrar a transformação do garoto Jack em um adulto perdido no mundo moderno e em constante busca pelo sentido da vida. Palma de Ouro em Cannes-2011, é o evento cinematográfico do ano (ainda está em cartaz em algumas salas brasileiras), graças à complexidade polifônica de sua expressão artística singular.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen anamórfico.




A Cadela (La Chienne)A Cadela (La Chienne)

França, 1931 - 110 minutos (preto-e-branco) - Paris Filmes
Direção e co-roteiro: Jean Renoir

Com: Michel Simon, Janie Marese, Georges Flamant, Roger Gaillard, Romain Bouquet, Pierre Desty, Mile Doryans
Drama. Pobre funcionário de uma loja de malhas e segundo marido de uma megera, homem é um sujeito tímido e sem amigos. Ele se apaixona por uma jovem que o ridiculariza e explora - e ama de verdade um gigolô -, mas ele a ama a ponto de fazer tudo por esta mulher, inclusive roubar. Em atividade discreta e gradual desde o começo do ano, a Cult Classic, esta nova distribuidora de filmes antigos ou clássicos - coisa diferente - e de cinema de arte, tem feito um trabalho decente, boas cópias, bons rótulos, etc. Não parece ser mais uma diferente "célula terrorista" da mesma organização tenebrosa de distribuição, como já nos referimos várias vezes aqui à outras empresas que atuam no mesmo nicho.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Cela 2 (The Cell 2)A Cela 2 (The Cell 2)

EUA, 2009 - 94 minutos - Playarte
Direção: Tim Iacofano

Com: Frank Whaley, Chris Bruno, Tessie Santiago, Amee Walden, Bart Johnson

Suspense. Imagine um serial killer que provoca paradas cardíacas em suas vítimas e depois as traz de volta à vida de novo, consecutivas vezes, até que elas implorem para morrer. Uma bela investigadora psíquica foi sua última vítima e jurou vingança antes de escapar. Agora, ele está de volta e o FBI a chama para ajudá-los a capturar o monstro. Logo ela descobre que a única maneira de localizar o criminoso é entrar em sua mente. O perigo: se a investigadora morrer na mente do assassino, ela morre na vida real. Continuação livre - ou seja não prossegue nenhuma trama, apenas se apropria das características de uma obra anterior - daquele suspense estrelado por Jennifer Lopez em 2000. Este "novo" filme ficou inédito nos cinemas brasileiros, mas na verdade isto tem completa razão: foi feito direto para o mercado de vídeo, o que aliás é mesmo uma constante neste tipo de "continuação" ("Mulher Solteira Procura 2", "Garotas Selvagens 3", e por aí vai).

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Classe Dominante (The Ruling Class)A Classe Dominante (The Ruling Class)

Inglaterra, 1972 - 154 minutos - Cinemax
Direção: Peter Medak

Com: Peter OToole, Alastair Sim, Arthur Lowe, Coral Browne, Harry Andrews
Drama/comédia. Membro da Câmera dos Lordes do Reino Unido morre e deixa sua herança para o filho. O problema é que o cara é louco toda vida, chegando a pensar ser Jesus Cristo. As outras pessoas da família ficam ansiosas para se livrar dele, ainda que isso implique em toda a sorte de baixarias e até crimes. Quinta indicação entre as oito que OToole recebeu - perdeu neste caso para Marlon Brando em "O Poderoso Chefão" - sem nunca ganhar - recebeu um honorário - , e talvez filme menos conhecido entre este grupo. Está fora de circulação no Brasil há muito tempo, pois não foi lançado em VHS, não passa em sessões especiais de festivais e mostras, e consta que passou pouco e de forma discreta em televisão por assinatura. Merecia ser lançado numa cópia legal por uma distribuidora séria.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Confissão (Confess)A Confissão (Confess)

Brasil, 2009 - 87 minutos - California Filmes
Direção:Stefan C. Schaefer

Com: Ali Larter, Eugene Byrd, Melissa Leo, Glenn Fitzgerald, William Sadler
Suspense. Ex-hacker desiludido, Terrell Lessor decide se vingar daqueles que o trataram mal no passado. Ele colocando câmeras espiãs em diversos lugares, capturando imagens comprometedoras, as edita para incrementar o conteúdo e exagerar nas ações e reações das pessoas, e transmite via internet. Logo todas as ações de Terrell e de sua cúmplice, Olívia, estão nas primeiras páginas dos jornais, as forças judiciais o rotularam como um novo tipo de terrorista e o movimento que ele disseminou começa a ficar fora de controle. Filme ficou inédito nos cinemas brasileiros. Foi lançado antes e Ali Larter (foto que ilustra esse verbet) conseguir fama com as primeiras temporadas da agora decadente série de TV "Heroes", por isso tem conseguido alguma visibilidade. No elenco coadjuvante há intérpretes excepcionais como Melissa Leo e William Sadler.

Extra dos extras:
Depoimentos inéditos e cenas excluídas. Edição em widescreen.




A Corrente do Mal (Chain Letter) A Corrente do Mal (Chain Letter)

EUA, 2010 - 96 minutos - California Filmes

Direção e co-roteiro: Deon Taylor
Com: Madison Bauer, Nikki Red, Keith David, Brian Tee, Michael Balley Smith, Noah Segan, Matt Cohen

Suspense. O mundo está repleto de correntes, um sistema irritante usado para propagar mensagens absurdas usado a superstição das pessoas. Mas e se a pessoa que começou uma dessas correntes fosse um serial killer pronto para matar qualquer um que tentar interrompê-la?. Fime ficou inédito nos cinemas brasileiros.

Extras dos extras:

Nada Edição está em tela cheia.




A Criança da Meia-Noite (La Permission de Minuit)A Criança da Meia-Noite (La Permission de Minuit)

França, 2011 - 110 minutos - Imovision

Direção e roteiro: Delphine Gleize
Com: Vincent Lindon, Emmanuelle Devos, Quentin Challal, Sòlene Rigot, Caroline Proust, Laurent Capellutto
Drama. A delicada relação entre um medico e o adolescente que se trata com ele de uma doença rara e peculiar. Romain sofre de Xeroderma Pigmentoso, desordem genética que impede o organismo de reparar os danos causados pela radiação ultravioleta. Aos treze anos, tem de evitar por completo a exposição ao sol - sob pena de desenvolver tumores de ordem cancerígena. David, o dermatologista, que trata do rapaz, é um homem de forte couraça emocional que começa a ser afetado na sua vida pessoal ao lidar com a condição de Romain.

Clique aqui para ler uma crítica do filme:

Extra dos extras:
Sem extras e o lançamento é apenas em DVD . Edição está em tela cheia.




A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of The Dinosaurs)A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of The Dinosaurs)

EUA, 2009 - 94 minutos - Fox
Direção: do brasileiro Carlos Saldanha (com o americano Mike Thurmeier creditado como co-diretor; mas Saldanha é o geral e principal)

Com: As vozes originais Ray Romano, John Leguizamo, Queen Latifah, Denis Leary (vozes da dublagem nacional) Claudia Jimenez, Diogo Villela, Márcio Garcia, Tadeu Melo

Animação. Nesta continuação Scrat continua tentando agarrar a noz fujona e nesse processo talvez encontre o verdadeiro amor; Manny e Ellie esperam o nascimento de seu mini-mamute; a preguiça Sid forma sua própria família adotiva seqüestrando alguns ovos de dinossauro; e Diego, o tigre dentes-de-sabre, se pergunta se não está ficando "mole" demais devido à convivência com seus amigos. Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura em uma nova era, onde a fauna e a flora são diferentes. Neste local, dão de cara com dinossauros, lutam contra plantas carnívoras de fúria assassina - e conhecem uma incansável doninha de um olho só, caçadora de dinossauros, chamada Buck.

Extra dos extras:
Nada de relevante, claro que daqui há pouco tempo sai uma especial, recheadíssima. Edição está em widescreen anamórfico.




A Feiticeira – 8ª Temporada (Bewitched)A Feiticeira – 8ª Temporada (Bewitched)

EUA, 1971-1972 (esta temporada) - 650 minutos - Sony
Direção: Vários


Com: Elizabeth Montgomery, Dick York, Agnes Moorehead, David White
Fantasia. Samantha, uma poderosa integrante da sociedade das bruxas viveu longe e até mesmo desdenhou a humanidade por muitos séculos, mas um belo dia, ela se apaixonou por um mero mortal e aí... Para o desgosto da sua família, ela jura deixar a bruxaria de lado e tornar-se uma dona de casa comum, daquelas que apenas cuida da família. Incapaz de deixar sua ascendência completamente fora de sua vida, o atrito entre a sociedade matriarcal e desprendida de valores monetários em que Samantha nasceu e a patriarcal e capitalista do mundo da publicidade em que ela vive resultou em risadas e sátira social inteligente durante oito temporadas e 254 episódios, da sérite televisiva entre 1964 e 1972. Este lançamento da caixa com a derradeira temporada tem quatro DVD e traz os últimos 26 episódios com 25 minutos cada.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Garota Ideal (Lars and the Real Girl)A Garota Ideal (Lars and the Real Girl)

20/07/2009

EUA, 2008 - 106 minutos - California Filmes
Direção: Craig Gillespie

Com: Ryan Gosling, Emily Mortimer, Paul Schneider, Patrícia Clarkson, Kelli Garner
Drama com toques cômicos suaves. Interior dos EUA. Jovem muito tímido e doce que vive perto do irmão e da cunhada, leva para casa Bianca, a garota de seus sonhos, uma brasileira, descendente de dinamarqueses como ele ("Lars" nome típico daquele país) e de tantas pessoas no lugarejo. O problema é que ela é uma boneca inflável comprada pela Internet, a qual ele trata como se fosse uma pessoa real. Chegou ao Brasil com mais de um ano de atraso, no primeiro semestre de 2009, este filme que fez uma boa carreira no exterior, recebeu algumas indicações (de ator para Gosling, para o texto), um dos dois que lançou em 2007 o diretor Craig Gillespie, então estreando na função (o outro, "Em Pé de Guerra", passou no ano passado), e obra que consolidou a carreira de Nancy Oliver, dando-lhe uma indicação ao Oscar-2008 de roteiro original.

O argumento, o sorriso franco do pôster, o trailer, e alguns textos sobre, podem levar às pessoas a crer que esta é uma comédia romântica agridoce. Pode ser para certas pessoas, mas uma simples visão do filme balança muito a sensação. Quantos (sor)risos - não falo nem em risadas - podem ser dados depois de uma sessão de "Garota"? Talvez o que mais prende a atenção aqui é a total sintonia entre o olhar de Ryan Gosling - e um olhar sempre arrebatador que rege e tonifica os trabalhos dele é só uma das muitas qualidades deste ator* - e o tom geral do filme. Esta não é uma comédia romântica (como o era "Monique Sempre feliz", fita francesa de 2002 que passou no Brasil só em São Paulo, e também fala do amor de um homem por uma boneca inflável) é uma obra triste, muito triste, não de um desespero desconsolador, uma coisa que derruba ânimos, e sim uma melancolia doce, uma amargura suave sem nenhuma facilidade, embora na superfície pareça isso. Também não é como esse amor "peculiar" serve de uma comentário sobre certas fantasias masculinas como no humor machista bacaninha do mencionado "Monique" - por sinal o fato da boneca ser brazuca em zero momento significa um enaltecimento do chavão de culto internacional sobre a sensualidade e jeito de ser da mulher brasileira; a filiação nacional só aparece na cena em em que ela é apresentada no jantar, e Lars faz questão, mais de uma vez, a timidez e pudor de sua amada Bianca.

"A Garota Ideal" é sobre como um comportamento desviante de um indivíduo tem impacto numa ação coletiva. Começando na primeira das visitas à psicóloga (a maravilhosa Patricia Clarkson, que valoriza o pequeno papel) para quem conta o desvario do irmão ao lado da mulher - muito mais compadecida e menos crítica do que sente o cunhado - ao escutar dela o que preciso fazer, de acordo com o diagnóstico da doutora,claro (e aposto que é muito polêmico no mundo real, seria elogiado e criticado na comunidade médica): para preservar a saúde mental de Lars, é necessário não destruir a ilusão do sujeito. Isto detona um processo de ajuda de todos na cidade à um rapaz respeitado e querido, ou seja ao invés de arrasar com o cara, ridicularizá-lo, a cidade inteira abraça essa "causa" fingindo que Bianca existe, e "interagindo" com ela, o que inclui a participação de Bianca na audiência de missas numa igrejinha local. Daí que "Garota" torna-se tocante como uma das melhores obras recentes em cinema a mostrar a importância do senso de viver em comunidade; não que a ação de Lars fosse prejudicial à cidade, só poderia fazer mal à ele mesmo, mas a disponibilidade grupal em tentar auxiliá-lo é adorável pela generosidade. A conclusão pode, de novo, ser de aparente facilidade como o filme; tem maturidade e equilíbrio, pois se autos ilusões emocionais são uma fuga da verdade, preservam as pessoas de diversas intempéries. Abrir-se para o mundo não significa felicidade garantida. "Garota" é um pequeno e discreto tesouro cujo valor não óbvio merece ser descoberto.


* Gosling tem tudo para ser o Sean Penn de sua geração, aquele que em meio à um grupo notável (Johnny Depp, Paul Giamatti, Robert Downey Jr., Philip Seymour Hoffman, etc), pode muito bem ser descrito como o melhor ator de cinema - sem falar num diretor exemplar, ainda não reconhecido -, e o melhor em atividade no cinema dos EUA, não importa a idade. E numa lista também atual com intérpretes de diferentes idades, nacionalidades, países e até continentes, cheia de nomes não óbvios (um dos melhores atores do cinema mundial no momento vem da e trabalha na Holanda), ele Penn pode muito bem descrito como o melhor ator do cinema mundial em atividade.

O canadense abrigado nos EUA Gosling nesse momento não tem concorrente em sua faixa etária e lugar de atividade (Joseph Gordon Lewitt já teve atuações marcantes em "Mistérios da Carne" e "O Vigia", mas perde em número de realizações), de 30 e poucos anos. Com um currículo no qual não consta ainda nenhum blockbuster, mas que indica que ele já superou o gosto adquirido, ele começou a chamar atenção como o jovem judeu que esconde a sua origem e vira neonazista em "Tolerância Zero", e tem filmes bem visíveis  como "Duelo de Titãs" (anterior à "Tolerância", mas no qual ele estava imerso em meio à vasto elenco e um ator do porte de Denzel Washington), "Cálculo Mortal", "Diário de uma Paixão", "A Passagem", "Um Crime de Mestre", todos disponíveis em DVD - e "Diário", maior sucesso dele até agora é um apreciado filme romântico com muitos fãs.

Mas boa parte do melhor que ele fez está em três filmes independentes, infelizmente só um deles disponível em DVD no Brasil. O bem obscuro e impressionante "The Slaughter Rule" (como um esportista escolar vivendo uma temporada de malogros emocionais), "O Mundo de Leland" (clique aqui para ler sobre, como um rapaz que mata uma criança deficiente mental, irmão de uma ex-namorada; não é filme sensacionalista sobre crime)), e "Half Nelson", que lhe deu sua única indicação ao Oscar até agora e só passou no Brasil em TV por assinatura (o Telecine Pipoca, com o nome ruim de "Half Nelson - Encurralados", a bem da verdae por várias razões o título é difícil de traduzir), como professor de escola pública viciado em drogas e amizade dele com uma aluna pré-adolescente pressionada para fazer parte do tráfico. Este ano Gosling terá lançado "All Good Things" (do diretor Andrew Jarecki do perturbador documentário "Na Captura dos Friedman") e ano que vem "Blue Valentine", obras com argumento instigantes à altura de um ator de presente brilhante e futuro muito promissor.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em letterbox 16x9.




A Grande Guerra (La Grande Guerra)A Grande Guerra (La Grande Guerra)

Itália, 1959 - 116 minutos (preto e branco) - Versátil
Direção e roteiro: Mario Monicelli

Com: Alberto Sordi, Vittorio Gassman, Silvana Mangano, Folco Lulli, Bernard Blier, Romolo Valli
Comédia dramática. Itália, 1916. Os jovens Oreste e Giovanni são convocados para se alistar no exército, para lutar na Primeira Guerra Mundial. Os dois fazem de tudo para escapar dessa obrigação. Porém, eles acabam no front de guerra e se vêem encarregados de uma missão decisiva. Clássico anti-belicista não só do cinema italiano, mas mundial, Leão de Ouro no festival de Veneza-59 (dividido com outro filme italiano, "De Crápula a Herói", de Roberto Rossellini, já lançado em DVD no Brasil também pela Versátil), e uma das obras mais apreciadas na carreira de um gigante da comédia agridoce como Mario Monicelli (1915-2010).

Extra dos extras:
Como sempre na Versátil, um texto sobre a vida do diretor do DVD em questão. E um trailer original do filme. Edição está em widescreen anamórfico.




A JusticeiraA Justiceira

Brasil, 1997 - 450 (mais ou menos, os 12 episódios em três discos) minutos - Globo Marcas
Direção: Daniel Filho e José Alvarenga Jr.

Com: Malu Mader, Nívea Maria, Ângelo Antônio, Daniel Filho, Deborah Evelyn
Policial. Uma policial mata por acidente seu parceiro e abandona a carreira por sentir-se culpada. Cinco anos depois, ela decide deixar seu marido, que é toxicômano. Porém, o que ela não esperava era que o marido usasse o filho do casal para pagar uma dívida com uma quadrilha de traficantes. Desesperada, ela aceita trabalhar com um grupo secreto de combate ao crime, coordenado por um juiz e chefiado por uma oficial experiente, em troca de ajuda para localizar o menino. Série de sucesso da TV Globo exibida entre abril e julho de 1997.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em tela cheia.




A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland)A Menina no País das Maravilhas (Phoebe in Wonderland)

EUA, 2008 - 110 minutos - Imagem Filmes
Direção e roteiro: Daniel Barnz (estreante nas duas funções)

Com: Elle Faning, Patricia Clarkson, Felicity Huffman, Bill Pulman, Campbell Scott, Ian Colletti, Max Baker
Drama. Garotinha rejeitada pelos seus colegas de classe deseja mais do que tudo participar da peça de teatro da escola, uma versão do clássico "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carrol. O pai e a mãe tentam ajudar a filha, mas cada vez mais ela se refugia em suas fantasias, confundindo realidade com sonho. Filme ficou inédito nos cinemas brasileiros. Agora que Dakota Fanning chegou à adolescência - com 15 anos, continua sendo boa atriz, está em outro lançamento de DVD esta semana de filme que ficou inédito nos cinemas, "O Efeito da Fúria", e como dubladora da animação "Coraline"; e a menina ficou uma graça - para ver uma Fanning atriz infantil talentosa, fiquemos com Elle, a caçula de11 anos, que já brilhou em "Foi Apenas um Sonho", "Babel", "Traídos Pelo Destino" e "Provocação".

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen anamórfico 16x9.




A Mulher do Meu AmigoA Mulher do Meu Amigo

Brasil, 2008 - 85 minutos - Buena Vista
Direção e roteiro: Cláudio Torres  

Com: Marcos Palmeira, Mariana Ximenes, Maria Luísa Mendonça, Otávio Muller 
Comédia. Advogado resolve dar uma verdadeira guinada em sua vida quando resolve largar o emprego numa firma de advocacia. Quem não gosta muito da ideia é sua mulher perua, filha de seu patrão (Antônio Fagundes). Num fim de semana na casa de campo da família ao lado do melhor amigo e da esposa dele, o protagonista tenta lidar com uma série de confusões e com a consequência de suas escolhas. Inspirado na peça "Largando o Escritório", de Domingos de Oliveira.

Um dos sintomas eternos da confusa e complexa questão "cinema brasileiro" é que esse "ente" a cada momento parece ter que provar que existe e tem uma razão de ser. E que quando consegue sucesso surge nos imediatistas as síndromes do "agora vai" e "sabemos que é esse caminho", bem como um apagar de todo o processo históricos de nossa filmografia, como se o cinema brasileiro estivess começando neste segundo. O sucesso atual de "Se eu Fosse Você 2" e "Divã" à imbecis parece indica o que deve ser feito: comédias ligeiras (em todos os sentidos), com atores e atrizes notórios de naipe televisivo, em linguagem cinematográfica não exatamente apurada, porém "certinha"; um cinema popular que se esgota no enunciado dos seus resultados, e não numa análise do seus méritos, o que qualquer filme merece de qualquer pessoa ligada além da duração da sessão.

Eis a fórmula do sucesso. Os fracassos nesse molde a gente varre para debaixo da terra, não é nem do tapete. Por exemplo, este filme e "A Guerra dos Rocha". "A Mulher" é uma tentativa entre algo desesperada e de simpatia relativa, de comunicação, sem prescindir, de modo bem distante, de procurar ser uma crônica de costumes. O melhor mesmo é Antônio Fagundes, perfeito em linguagem de corpo e voz, como na cena em que demora a entender que o genro, Marcos Palmeira lhe diz que está cansado da mulher/sua filha, enquanto ele vai se sacudindo e fazendo planos maravilhosos para a vida dos dois.

Extra dos extras:
Nadinha de relevante. Edição está em tela cheia.




A Mulher InvisívelA Mulher Invisível

Brasil, 2009 - 105 minutos - Warner
Direção: Cláudio Torres

Com: Selton Mello, Luana Piovani, Maria Manoella, Vladimir Brichta, Fernanda Torres
Comédia romântica. Pedro (Selton Mello) acreditava no casamento, mas foi abandonado pela esposa. Após três meses de depressão e isolamento, ele ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: Amanda (Luana Piovani), sua vizinha. Pedro se apaixona por aquela mulher perfeita, carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Que, pena, não existe.

Extra dos extras:
Nada de relevante. Edição está em widescreen anamórfico.





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