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EM BREVE NOS CINEMAS

Festival de Brasília 2014: Debate com Diretor de Ela Volta na Quinta


23/09/2014

por Filipe Pereira, em Brasília

O diretor André Novais (foto) destacou a naturalidade que é típica de sua câmera. A não passionalidade no relacionamento do casal focado de modo dramatúrgico. O plot que toca o assunto de divórcio é tocante na opinião do direto se dá pela não demonstração disto, pois as conversas do casal são sempre mostradas no escuro.

A escolha de filmar com a família Novais foi pelo cineasta conhecer os meandros e a intimidade daquilo providenciaria uma maior inserção na trama. Novais destacou que a discórdia vinha sobre a cor caucasiana da pele, uma mulher loira, uma escolha estética até involuntária, só notada posteriormente. O diretor também destacou um pouco do direcionamento das cenas, algumas vezes até reclamando por estar fora de quadro.

Por parte dos curtas, o começo da discussão foi com Estátua, de Gabriela Amaral, que declara ter fé de que qualquer gênero serve e servirá como horizonte de expectativa, por isso entende a associação do seu filme com o terror. Foi importante entender a figura feminina na personagem da premiada atriz Maeve Jenkings, cuja sensação de plenitude em estar grávida mas que não tinha a contrapartida de ter o seu parceiro ao lado, o que a faz variar entre a rejeição da maternidade e alegria comum a que procria.

Já no filme La llamada, executado em Cuba, Gustavo Vinagre decidiu após a "escola de roteiro", explorar o formato documentário e a busca pelo filho desaparecido, provavelmente um dissidente cubano e a busca por um telefone. A metalinguagem é o principal fator citado pelo realizador, que declarou se sentir muito tocado ao executar a sua fita.