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EM BREVE NOS CINEMAS

Festival de Brasília: Debate Mostra Competitiva de Brasília


Diretora de curta revela que histórias de Sem Coração são reais.


Cineasta do longa Brasil S/A destaca a busca pela identidade brasileira


por Filipe Pereira, em Brasília

 

O segundo debate com os filmes que adentraram a Mostra Competitiva de Brasília ocorreu hoje mais cedo, com a presença dos diretores Nara Normande e Tião, do curta pernambucano Sem Coração cujo destaque foi maior. Também com Luísa Caeta, do brasiliense Crônicas de Uma Cidade Inventada e com Nelson Pedroso, diretor do longa Brasil S/A, além é claro de suas equipes de produção.

 

Num primeiro momento, o realizador Tião declara que a filmagem teria que ter alguns pedaços em 16mm, para evitar que a fotografia ficasse cristalina e chapada, fugindo de uma abordagem turística da cidade pernambucana. Nara revela que o drama vivida pela pré-adolescente foi real, e passado com conhecidos seus, remetendo a uma infância sexualizada, cujo roteiro tomou o máximo de cuidado para não parecer maniqueísta.

 

Destaque para Maeve Jenkins, atriz e preparadora do elenco, que contou como foi curioso sua primeira experiência no ramo, revelando detalhes de como era a feitoria das cenas de sexo com os atores mirins.

 

Já em Crônicas de uma cidade inventada, Luísa Caetano conta um pouco da intimidade de sua produção, que visa remontar o arquétipo da cidade, algumas vezes com atores e outras com pessoas reais. Já em Brasil S/A, o diretor busca explicar os significados de suas esquetes, mas negando a possibilidade do cinema influir no social brasileiro, já que ele não acredita que o veículo fará as pessoas se engajarem. Pedroso ainda destaca o ethos do povo, impresso no inconsciente coletivo:
O transe e aquelas sensações que somente os corpos poderiam traduzir, é esta a ordem natural das coisas.

 

Nelson declara que tem um pé muito forte no documentário, e por isso, preferiu registrar um momento religioso de modo respeitoso e emocional, não olhando de modo tão abominável para a alienação comum a alguns crentes.