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EM BREVE NOS CINEMAS

Festival de Brasília 2014: A cerimônia de abertura


por Filipe Pereira, em Brasília

17/09/2014


No auditório do Cine Brasília, o público se instalava confortavelmente a espera da abertura do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O primeiro depoente foi o Secretário de Estado e Cultura Hamilton Pereira dos Santos, que louva a plateia por escrever seu nome na história, recebendo o primeiro festival de cinema brasileiro, além é claro de exibir Deus e o Diabo na Terra do Sol, que segundo o secretário, funda um idioma cinematográfico brasileiro, pondo face a face aquilo que seria a identidade brasileira.

Apesar da demora para exibição, o público estava motivado a homenagear os ilustres que viriam, Henrique Cavalheiro,o restaurador Fábio Fracaroli e a cineasta Paloma Rocha que discursa a favor da restauração do acervo do cinema nacional. Antes da montagem musical, é destacado o papelo de Paulo Emílio Sales Gomes, tanto a frente da Universidade de Brasília (UNB) quanto figura pública, que entre outras atribuições, fundou o Festival supracitado. Após isto, foi executado o maestro Cláudio Cohen e a orquestra sinfônica da câmara tocaram Perseguição, uma composição de Sérgio Ricardo, presente na trilha do clássico de Glauber.

A retrospectiva também conta com a citação dos 50 anos do Golpe e do apogeu da Ditadura Militar, que ainda reverbera no ideário dos realizadores. A noite ainda destaca a mostra de Eduardo Coutinho, na investigação do Sujeito, tendo no fechamento do evento, no dia 23, a exbição da cópia restaurada de Cabra Marcado Para Morrer. Após os inflamados discursos, foi exibida finalmente a cópia restaurada do clássico cinquentenário, que reafirma a condição única do seu já lendário realizador, que apesar do tempo sobrevive na memória dos amantes do cinema brasileiro e mundial.


Fotos de Junior Aragão