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EM BREVE NOS CINEMAS

A Despedida, de Marcelo Galvão, conquista plateia em Gramado


Mas o filme Isolados, que abriu o Festival de Gramado 2014, não teve a mesma recepção.


09/08/2014


por Roberto Cunha, em Gramado

Escolhido para ser o primeiro título da mostra competitiva, o drama A Despedida, do cineasta Marcelo Galvão, foi muito bem recebido pelo público e crítica especializada na primeira noite do Festival de Gramado 2014. Mais uma vez escrito e dirigido por ele, a exemplo de Colegas (2012) que saiu daqui com um Kikito de Melhor Filme, A Despedida conta a história de senhor de 92 anos meio que se preparando para a morte iminente.

Dentro desse contexto, o protagonista segue uma trajetória de realizações pendentes, que vão desde um simples pedido de desculpas até um encontro amoroso com uma mulher 50 anos mais jovem, vivida por Juliana Paes. Ao fim da exibição, o filme recebeu aplausos sonoros da plateia que realmente se comoveu com o roteiro e, para algumas pessoas, o Kikito de Melhor Ator já tem dono: Nelson Xavier, que faz o coroa que arrebatou corações.


No que pode ser chamado de uma triste ironia, Isolados abriu a noite e foi selecionado como forma de homenagear duplamente o ator e diretor José Wilker, ex-curador do festival, que trabalha no filme roteirizado por sua filha, mas não teve a mesma sorte. Mariana Vielmond recebeu uma placa em nome do pai. Dirigido por Tomás Portella, e protagonizado por Bruno Gagliasso e Regiane Alves, a impressão geral foi de que o espectador não embarcou na trama de um casal sofrendo uma constante ameaça de assassinos seriais em uma casa de campo.

Uma das possíveis razões apontadas para a fraca recepção, apurada em conversas após a sessão, foi o excesso de clichês muito usados em filmes americanos. Por essa razão, vale lembrar que isso não significa que ao entrar no circuito comercial Isolados possa ter o mesmo destino, pois a visão do espectador comum é mais flexível do que a dos presentes em uma sessão de festival.

Se concorda com esse ponto de vista, anote o título aí na agenda. Afinal, é sempre bom ver o cinema brasileiro investindo em um gênero pouco usual como o suspense.

O Almanaque Virtual viajou a convite do Festival de Gramado.
Fotos: Press Photo