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Prévia: Diablo III


Por Gabriel
02/05/2012

 

Um dos jogos responsáveis pelos primeiros mouses destruídos de muita gente está de volta: depois de doze anos desde o lançamento de seu último capítulo, Diablo esteve disponível para download digital no final de semana passado como um dos últimos passos de seu teste beta. Depois de anos de desenvolvimento e atrasos que, se não fossem da Blizzard, teriam tirado muita gente do sério, a franquia retornou aos PCs diretamente do subsolo da catedral de Tristram!

 

Mesmo com diversas limitações típicas de uma versão inacabada - um tira gosto, para falar a verdade -, foi possível perceber que os fundamentos da história e da mecânica de jogo continuam parecidíssimos com os de seu antecessor.

 

A premissa é a seguinte: depois de o mundo quase acabar nas mãos dos Exércitos Infernais, capitaneados pelo próprio capeta (aqui, obviamente, chamado de Diablo) e por seus chegados Mephisto e Baal, um grupo de heróis desconhecidos pôs fim à festa das hostes demoníacas e trancaram seus inimigos no coração da antiga cidade em que o jogo se passava. Graças a um cometa providencialmente mirado exatamente no lugar desta prisão, entretanto, a turma do enxofre escapa e aterroriza novamente a população terrena; é esta a deixa para que você se prepare para enfrentá-los.

 

Antes de falar da jogabilidade, deixo avisado aos que não prepararam seus computadores para o jogo: ele é pesado. Bem pesado. Não só consumirá um naco considerável de seu HD - a versão beta, que vai até o nível 13 de personagem, durando algo próximo de duas horas, pesa 4.8 Gb -, utiliza os recursos da máquina de maneira bastante duvidosa. Ou seja, aquele mesmo computador que rodou Crysis 2 e Battlefield 3 tranquilamente pode tomar alguns sustos com o jogo. Com sorte, isso será melhorando no release oficial.

 

Também é necessário estar conectado a todo momento na Battle.net, plataforma online da Blizzard: apesar de ter parecido estranho, achei bastante prático saber quais amigos estavam online e chamá-los para meu grupo a qualquer momento.

 

Mecanicamente o jogo não desaponta, apesar de não inovar em praticamente nada. Se você jogou as primeiras versões, sabe qual o esquema: clicar para andar e atacar, distribuir habilidades pelas teclas e destruir qualquer coisa que se mova. A evolução do personagem não compreende mais distribuição de pontos em atributos, mas foi inaugurado um sistema de árvores de habilidade com influência de runas que aumentou muito o poder de personalização de cada classe.

 

Com cinco caminhos diferentes para escolher - bárbaro, feiticeiro, arcanista, monge e caçador de demônios -, a tendência é que cada grupo enfrente os desafios à sua maneira, deixando sempre espaços para improvisação e criação de novas táticas e mesclas de habilidades específicas. Há também a possibilidade de trocas de itens entre os jogadores e está garantida uma casa de leilões nos moldes da que já exista em World of Warcraft, com a diferença de que devem haver transações em dinheiro de verdade neste esquema.

 

Diablo III é o ápice do perfeccionismo da Blizzard: de tão polido e completo, chega a parecer pouco ousado, carente de inovação e personalidade própria. Ainda que seja um jogo indispensável para qualquer gamer que se preze, fica aquela sensação de que podia ser ainda mais do que já é.

 

Com lançamento previsto para o dia 15 de maio, já está em pré-venda digital no site us.battle.net/d3/pt, e custará R$ 99,90. Dublado e localizado por uma equipe extremamente profissional, é impossível não recomendar.