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EM BREVE NOS CINEMAS

Para poucos


Por Raphaela Ximenes
20/12/2011


Não há como ser indiferente em relação a obra do diretor Antony Cordier, desde que realizou "Á Flor da Pele" em 2005, que falava sobre um relacionamento à três entre alunos de um mesmo colégio. Cinco anos depois, Cordier foi mais além na temática sobre o amor livre e sem amarras e agora presenteia o público com Para Poucos (Happy Few, 2010).

Em sua nova produção, Cordier apresenta Rachel (Marina Foïs) e Franck (Roschdy Zem), que são casados, com uma vida confortável e muito comum. Até o dia em que Rachel conhece Vincent (Nicolas Duvauchelle) e sua esposa Teri (Élodie Bouchez), e sente-se atraída por eles, principalmente por Vincent. Rachel decide convidar Vincent e Teri para jantarem em sua casa, adicionando Franck a soma, e tornando a amizade entre em casais em um caso amoroso.

Sem falso moralismo ou ser panfletário contra o casamento institucionalizado, Para Poucos vai muito além de ser um filme com alta carga de erotismo ou discussão sobre casamento aberto, ele na verdade trata sobre as emoções humanas, sobre como as pessoas tentam ir além de seus limites através de impulsos, mas acabam encontrando sentimentos que não sabiam exsitir ou mesmo nutrir pelo outro que está ao seu lado há tanto tempo.


Para Rachel e Franck tentar uma coisa nova pode significar dar um passo largo demais para um mundo que eles não esperavam encontrar, assim como Vincent e Teri. Mesmo com toda a honestidade que envolve esse novo relacionamento a quatro, não é o suficiente para o que está abaixo da superfície, para o que eles podem descobrir conforme exploram a si mesmo e testam os limites uns dos outros.


Um filme brilhante, que leva não só o quarteto principal do filme a refletir sobre suas escolhas, assim como a platéia que passa a entender que o ser humano realmente é muito mais complexa do que parece.