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Análise: Tron - Evolution


Por Felipe Vinha
22/02/2011

Tron: Evolution é um game que surpreende já pela capa. Toda em "foil", ou seja, com aquele efeito metálico/reluzente, quase um 3D falso, que enche os olhos dequem chegar perto. O clima da arte combina astante com o que é visto no jogo e no próprio filme que lhe serve de inspiração, mas há ressalvas a serem comentadas.

Primeiro, tenha em mente que o título não é uma mera adaptação do filme Tron: O Legado. A aventura é um prólogo para o longa-metragem, apresentando fatos que não são vistos no filme. Fatos que na verdade são apenas citados pelos protagonistas da película.

No game, o jogador é Anon, um programa monitor criado por Kevin Flynn para monitorar a Grade, o mundo virtual de Tron. Anon tem sua "paz" distorcida quando um tipo de vírus - Abraxas - invade a Grade e começa a tomar o controle de tudo e de todos. Neste meio tempo, Clu, o programa guardião de Flynn, perde o controle sobre si e decide tomar o lugar, expulsando seu criador e caçando os ISOs, nova "raça" que pintou na área sem grandes explicações (assunto que é tema central do filme).

Evolution é um jogo de ação em terceira pessoa com grandes elementos de jogos famosos, como Prince of Persia. Anon pode escalar paredes, dar saltos gigantes e até andar por superfícies verticais por alguns segundos, no melhor estilo das "Areias do Tempo". Não que isso seja ruim, pois a jogabilidade do título é realmente fluída e a ação é frenética, com combates de tirar o fôlego de tão agitados que são.

Por falar em combates, eles não são difíceis, mas pode ficar complicado para o jogador que decidir encarar vários oponentes ao mesmo tempo. O segredo é ter tática e saber atacar um por vez, com todas as habilidades de Anon. Estas, por sua vez, variam de acordo com o disco de ataque utilizado e o poder especial escolhido (bombas, força, sugar energia, etc).

Alguns problemas na jogabilidade incluem a animação dos personagens, que parece meio cortada e travada em alguns momentos, além da falta de variação nos inimigos e desafios. Basicamente você irá passar o jogo todo correndo por cenários e enfrentando inimigos. Não há batalhas contra chefes, a não ser o oponente final.

A duração não é longa nem curta. Evolution pode durar pouco nos níveis mais fáceis, mas a aventura pode chegar a ter umas 10 horas ou mais nos níveis de dificuldade mais difíceis (Hard e Insane). A regra é evoluir seu personagem a um nível de experiência aceitável e encarar estes modos mais dificultosos do jogo.

A parte da evolução é interessante, pois é cumulativa em relação ao single e multiplayer. Por falar nele, é no multiplayer que o mundo de Tron verdadeiramente se esconde neste jogo. Todos os jogos da Grade estão disponíveis, como disputa de discos e a famosa corrida de Light Cycles. Espere se viciar por um tempo nestas modalidades online.

Os gráficos do jogo estão bonitos, com o tom certo do universo de Tron. Cenários bem escuros, com traços ressaltados pelo neon característico, além da iluminação dos próprios personagens. Pena que as cutscenes em computação gráfica não sejam grande coisa. Na verdade elas decepcionam mais do que o gráfico in-game.

Lançamento no Brasil pelas mãos da Arvato Games, Tron: Evolution é boa opção para aqueles que assistiram ao filme e querem complementar bastante a história, com fatos contados nos mínimos detalhes. Quem não é muito fã, mas exige um jogo quase perfeito, muito bem polido, pode se decepcionar com alguns pontos. Mas, no final, o saldo é positivo.